O Pico do Jaraguá é o ponto mais alto do município de São Paulo. A altitude é citada de vários jeitos: o número mais comum é 1.135 metros, mas a ALESP fala em 1.127 e um guia em 1.132. Parte da confusão vem de misturarem o Pico do Jaraguá com o Pico do Papagaio, outro cume do mesmo maciço. Num dia limpo, lá de cima dá para ver cerca de 55 quilômetros.
Depois do ouro, a Fazenda Jaraguá passou por vários donos até o governo do Estado comprá-la, em 1939 ou 1940 (as fontes divergem). Em 3 de maio de 1961 um decreto criou o Parque Estadual do Jaraguá, com cerca de 492 hectares, um dos últimos trechos de Mata Atlântica da Grande São Paulo. Ele foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1983 e pelo CONPRESP em 1992.
Desde 1994 o parque faz parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde, reconhecida pela UNESCO. Isso não faz dele “Patrimônio da Humanidade”, como dizem alguns sites. É outra categoria, igualmente importante, mas diferente.
As antenas vieram logo. Uma lei estadual de 16 de novembro de 1962 cedeu à Rádio Bandeirantes, por 20 anos, 1.400 metros quadrados no Pico para uma torre de televisão, com a obrigação de deixar as outras emissoras usarem a torre de graça. O texto da lei esconde um plano que nunca saiu do papel: o terreno é medido a partir do “centro do pico mais alto onde será erguido o monumento a São Paulo-Apóstolo”.
Para subir, a trilha mais famosa até o cume é a do Pai Zé, de alta dificuldade. A entrada do parque é gratuita e a sede fica na Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539. Trilhas monitoradas são agendadas com o parque; confirme os canais oficiais antes de ir.
O parque sofre com incêndios, muitos criminosos. Em 2024, um deles queimou 3 hectares. Se vir fumaça, ligue para o 193.
